O Rio Pardo, localizado no interior do estado de SP, contaminado por defensivos agrícolas, pode ter sua água inviabilizada para consumo, isso devido à construção de uma estação de tratamento de esgoto-ETE, na qual tem poder de eliminar tais substancias. A afirmação prove de uma pesquisa realizada pela professora e química, Cristina Rosa Pascholato, da Universidade de Ribeirão Preto- Unaerp.
Através de resultados parciais da pesquisa, obteve-se indícios da presença de diuron e hexazinona presentes na água. E um aspecto apontado na pesquisa como causa dessa contaminação é o rio cortar regiões produtoras de cana de açúcar, estas que utilizam tais defensivos. Os dois herbicidas, segundo Cristina não estão na lista de proibidos da portaria 357 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que traz normas para manter a qualidade das águas dos rios, mas ela espera que na reforma da portaria 518 do Conama, estes estejam presentes e passem a ser controlados.
Cristina aponta que este rio será uma importante fonte de água potável para quando os poços artesianos de Ribeirão Preto, forem ameaçados pela alta demanda e rebaixamento do nível do aquífero Guarani; as substancias herbicidas passaram despercebidas em uma simulação de ETE, deixando uma certa preocupação.
"Vamos esperar o fim da pesquisa para ver que medidas preventivas serão tomadas", afirma a assessoria. A pesquisa está sendo realizada pela Funep (Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Extensão) e pelo Daerp (Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto), em parceria com a Unaerp.
Por fim, a Unica, representante das usinas declarou que se pronunciará somente após a conclusão da pesquisa.
![]() |
| Vista do rio Pardo, próximo ao Clube de Regatas, em Ribeirão Preto, dia 26/04/2011, no final da tarde |
Fonte: Uol - Folha.com - pesquisado em 27/04/2011

Nenhum comentário:
Postar um comentário