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10 maio 2011

Franca se desenvolve, mas a indústria calçadista, não !

Franca fica 400 km ao norte da cidade de São Paulo, com uma população que ultrapassa 300 mil habitantes, o número de empresas do pólo calçadista dobrou, atingindo 731 firmas, mas há menos gente empregada no setor, a produção caiu 25% (desde 1986) e a participação da exportação nas vendas não passa de 6% do total.

 O maior problema é falta de qualificação do empresário. A cidade conta com três grandes supermercados: Carrefour, Makro e Walmart - todos inaugurados há menos de cinco anos. E ainda, mais de cem pequenos fabricantes de lingerie.

De acordo com dados coletados junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) industrial de Franca perdeu espaço não só para comércio e serviços, mas também para o campo - tradicional produtora de grãos de café.

Enquanto a produção total brasileira aumentou 45% em dez anos. Franca ficou estagnada. A participação do pólo no total do país caiu pela metade: de 6% para 3,2%. O câmbio e a China incomodam o setor e a indústria do país inteiro, porém apenas em Franca a produção não avançou.

O setor público pode ajudar reduzindo os tributos cobrados da indústria, mas será preciso que os empresários tenham planos, metas e saibam lidar com os negócios. A maior parte das empresas é fundada por um ex-trabalhador,  a empresa cresce e depois fecha, porque o empresário começa a ter problemas com capital de giro, salários, fornecedores. As empresas deixam de exportar não por causa da competição com a China, mas por erros de planejamento.

O maior problema para ampliar rapidamente a produção está na mão de obra que é disputada pelos fabricantes de lingerie e o comércio varejista. Na lingerie, o trabalhador recebe um pouco mais já no comércio, há uma questão de status, e muitos preferem, mesmo ganhando menos.

Fonte: Site Valor On line - pesquisado em 10/05/2011




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