Os gases poluentes considerados secundários no aquecimento global não têm papel tão irrelevante quanto se pensava. O corte de emissão de gases como metano e óxido nitroso faria diferença no combate à mudança climática, dizem cientistas americanos. Um estudo da Noaa (Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA) aponta que é possível reduzir o potencial de aquecimento dos gases de efeito estufa em 19% atacando essas substâncias.
O metano, o óxido nitroso e outros gases-estufa têm ficado de fora de acordos como o Protocolo de Kyoto, que combate o aquecimento global. Razões para isso eram tanto o papel menor dessas substâncias frente ao CO2 quanto a complexidade política de incluí-las nas negociações.
Segundo os cientistas, como a vida útil do metano e do óxido nitroso na atmosfera é menor que a do dióxido de carbono, a inclusão desses gases nos acordos de corte traria um efeito mais rápido de redução de temperatura. Os cientistas explicam isso em termos de forçante radiativa, ou seja, a diferença entre a quantidade de energia que entra na atmosfera e a que sai dela. Um alvo óbvio seria a agropecuária, que emite metano na produção de animais, arroz e outras commodities. O uso de fertilizantes também é responsável pela emissão de óxido nítrico.
Fonte: Folha.com. Acesso em 04/08/11.
http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/954372-gases-estufa-secundarios-sao-negligenciados-no-aquecimento-global.shtml
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