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13 setembro 2011

EQUILÍBRIO ENTRE ECONOMIA E MEIO AMBIENTE

 

“Na espaçonave Terra não há passageiros. Todos somos tripulantes”.
Herbert M. McLuhan (1911-1980)

Os dados disponíveis, concernentes à agressão ambiental em escala mundial em nome do “progresso econômico (?)”, não deixam dúvidas: o forte desequilíbrio ambiental manuseado por mãos humanas que respondem aos ditames do deus-mercado precisa ser freado.

À medida que o consumo ganha maiores proporções e torna-se sinônimo de prosperidade material, os recursos naturais vão sendo dilapidados e o meio ambiente, eixo de todo o sistema vida, sofre as consequências.

A palavra de ordem dada pelo deus-mercado é CRESCER; pouco importa se a consequência disso seja DESTRUIR. Urge inverter-se essa lógica. É importante reiterar que o crescimento daeconomia (o crescimento físico) não pode acontecer sobre as ruínas do capital natural. 

A economia e a natureza não nasceram para condenar alguém à humilhação, à exploração, à pobreza material. Economia e Natureza, juntas, podem representar uma via de acesso às melhorias que levam ao almejado padrão de bem-estar social, desde que caminhem juntas, numa “parceria” sem exploração voraz, mas numa sintonia de contemplação. A esse respeito, Jean-Michel Cousteau assim ponderou: “a economia e a ecologia não devem ter conflitos porque hoje são exatamente a mesma coisa”. 
 
Urge retomarmos sempre que possível esse debate em torno da economia e sua relação com o meio ambiente. Que ambos caminhem juntos; a preservação das espécies irá agradecer. Por fim, é forçoso ressaltar que não estamos na Terra; somos a Terra. Não ocupamos a natureza como meros partícipes dela; somos a própria natureza.

Fonte: Correio do Brasil
http://correiodobrasil.com.br/caminhando-juntos-economia-e-meio-ambiente/296582/

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