Menos de um ano após o início das operações da primeira fábrica local de resina fabricada a partir do etanol, o produto já ganhou status. Impulsionado pela demanda de embalagens alimentícias e de itens de higiene e beleza e pelo forte apelo mundial por sustentabilidade, deixou de ser visto como um concorrente direto do plástico produzido com petróleo e deu origem a um novo mercado, cujo protagonismo tende a ser brasileiro.
O plano é ter uma fábrica com escala mundial, conceito que nos padrões de resinas produzidas a partir do petróleo representa uma capacidade mínima de 300 mil a 350 mil toneladas anuais. O avanço virá principalmente do desenvolvimento de novas tecnologias para a rota verde de resinas e das pesquisas sobre a cana-de-açúcar. A cana de açúcar, segundo o especialista, tem capacidade para produzir em média o dobro de biomassa do milho, o mais próximo dentro seus concorrentes.
A produção de resinas a partir de fontes renováveis é o resgate de uma tecnologia presente na indústria brasileira na década de 1970 e que teve como principal nome a Salgema, uma das empresas que deram origem à Braskem.
Fonte: Estadão .com.br
http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios+geral,plastico-verde-ganha-mercado-e-atrai-investimentos,82110,0.htm
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