As políticas sociais desenvolvidas nos últimos anos na América Latina são insuficientes para construir uma "sociedade mais justa", afirmaram a Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal) e a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) em relatório apresentado na XXI Cúpula Ibero-Americana, que está sendo realizada em Assunção, no Paraguai.
O documento, chamado "Perspectivas Econômicas da América Latina 2012", diz que além da questão social, "o Estado tem que fortalecer a qualidade e efetividade das políticas monetária e fiscal, assim como promover a educação, o investimento em infraestrutura e inovação e o desenvolvimento produtivo".
"Um a cada três latino-americanos vive abaixo da linha da pobreza (180 milhões de pessoas) e dez economias da região continuam entre as 15 mais desiguais do mundo", explicou Gurría. Segundo o documento, "o Estado pode e deve desempenhar um papel fundamental" para o desenvolvimento pleno dos países por meio de políticas que ajudem à criação de "empregos de qualidade", assim como à consolidação de "sistemas fiscais sólidos, transparentes e justos".
Para a Cepal e a OCDE, "a economia internacional continua sendo a principal fonte de incerteza para a América Latina e o Caribe", principalmente porque a forte entrada de capitais, estimulada pelas altas taxas de juros da região, e as pressões inflacionárias e cambiais, põem em perigo as exportações de produtos manufaturados.
O documento ressalta que embora o principal objetivo a curto prazo deva ser se proteger da crise financeira mundial, os governos devem resolver "problemas macroeconômicos e estruturais que limitam o desenvolvimento".
Fonte: Site Terra
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5441472-EI8140,00-Politicas+sociais+latinas+sao+insuficientes+para+desenvolvimento.html
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