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04 outubro 2011

SUSTENTABILIDADE

 
 
Com o fim do século XX acaba a era das energias baratas e não é mais possível continuar a empurrar as externalidades da economia para baixo do tapete da natureza. Também não é mais possível ignorar que apenas um terço da humanidade tem um padrão de vida capaz de suprir todas as necessidades em alimentos, habitação, saúde, educação e trabalho. Para muitos especialistas, o planeta vive uma convergência de crises, de onde deve emergir uma nova forma de produzir, consumir e viver, e não há um plano B que permita deixar tudo como está e seguir vivendo em paz. “O combate à desigualdade e a adequação da economia às necessidades climáticas e ambientais devem ser o centro das discussões econômicas, e não pode mais ser apenas uma reflexão teórica”, aponta Ricardo Abramovay, professor da Faculdade de Economia da USP.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - Pnuma, aponta a necessidade de um investimento anual de 2% do PIB global, cerca de 1,3 trilhão de dólares, valor próximo a 10% do que se gastou com a crise financeira e menos do que se investe para manter as guerras atuais pelo mundo. O problema, segundo John Elkington, reconhecido como criador do conceito do Triple Bottom Line, que preconiza o equilíbrio social, ambiental e econômico das ações humanas, é que a maioria dos países esgotou sua capacidade de investir por meio dos pacotes de estímulo à economia, e pouco foi pedido em termos de contrapartidas para limpar a economia.

Por: Juliana Arini e Dal Marcondes
Fonte: Carta Capital
http://www.cartacapital.com.br/carta-verde/a-teoria-sustentavel

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