
As pesquisas em mudança climática no Brasil começam a mudar de rumo. Se há alguns anos o foco estava nos esforços de redução das emissões dos gases-estufa, agora miram a adaptação ao fenômeno. As pesquisas devem se voltar para os efeitos da mudança do clima nos ecossistemas, em ambientes urbanos, em contextos sociais.
"É preciso pesquisar mais, por exemplo, as alterações no ciclo hidrológico", cita Reynaldo Victoria, coordenador do Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais. "Saber onde vai chover mais e onde vai chover menos", explica.
O programa de mudança climática da Fapesp já conta com investimentos de US$ 30 milhões em projetos na área. É um dos braços mais novos da fundação, mas já está ganhando musculatura. Tem 21 projetos em andamento, 14 contratos novos, dois outros em parceria com instituições estrangeiras, como o britânico Natural Environment Research Council (Nerc) ou a francesa Agence Nationale de la Recherche (ANR). Em dez anos, a previsão é de investimentos de mais de R$ 100 milhões.
As pesquisas começam a se voltar para campos pouco estudados. Os impactos na área de saúde também serão mais estudados. Já se sabe que a mudança do clima faz com que doenças que não existiam em determinado lugar, passem a ocorrer. A dengue, por exemplo, encontra ambiente propício em regiões mais quentes. Entre as novas pesquisas de doenças emergentes há o estudo de um tipo de leishmaniose, comum na Bolívia e no Peru, que não existia no Brasil e agora ameaça surgir no Acre. Provocada por um mosquito, a doença causa uma infecção cutânea e pode ser mortal.
Os pesquisadores falaram sobre seus projetos durante a Fapesp Week, evento que faz parte da comemoração pelos 50 anos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo em Washington.
Fonte: Valor Econômico
http://www.valor.com.br/brasil/1071642/brasil-ja-pesquisa-efeitos-da-mudanca-do-clima
"É preciso pesquisar mais, por exemplo, as alterações no ciclo hidrológico", cita Reynaldo Victoria, coordenador do Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais. "Saber onde vai chover mais e onde vai chover menos", explica.
O programa de mudança climática da Fapesp já conta com investimentos de US$ 30 milhões em projetos na área. É um dos braços mais novos da fundação, mas já está ganhando musculatura. Tem 21 projetos em andamento, 14 contratos novos, dois outros em parceria com instituições estrangeiras, como o britânico Natural Environment Research Council (Nerc) ou a francesa Agence Nationale de la Recherche (ANR). Em dez anos, a previsão é de investimentos de mais de R$ 100 milhões.
As pesquisas começam a se voltar para campos pouco estudados. Os impactos na área de saúde também serão mais estudados. Já se sabe que a mudança do clima faz com que doenças que não existiam em determinado lugar, passem a ocorrer. A dengue, por exemplo, encontra ambiente propício em regiões mais quentes. Entre as novas pesquisas de doenças emergentes há o estudo de um tipo de leishmaniose, comum na Bolívia e no Peru, que não existia no Brasil e agora ameaça surgir no Acre. Provocada por um mosquito, a doença causa uma infecção cutânea e pode ser mortal.
Os pesquisadores falaram sobre seus projetos durante a Fapesp Week, evento que faz parte da comemoração pelos 50 anos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo em Washington.
Fonte: Valor Econômico
http://www.valor.com.br/brasil/1071642/brasil-ja-pesquisa-efeitos-da-mudanca-do-clima
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